USP oferta Cotas em Vestibular para Alunos de Escola Pública e PPI





A USP oferecerá cotas em seu vestibular para estudantes de escola pública e para pretos, pardos e indígenas (PPI) em todos os cursos da universidade.

A Universidade de São Paulo (USP), pela primeira vez em sua história, oferecerá cotas em seu vestibular para estudantes de escola pública e para pretos, pardos e indígenas (PPI) em todos os cursos da universidade.

O objetivo é alcançar 50% de calouros que tenham estudado na rede pública até 2021 e, imersos nesse grupo, obter 37% de estudantes PPI. Tal decisão já estará valendo para o próximo vestibular.




Quem aprovou a medida, na última terça-feira, dia 4 de julho, foi o CO (Conselho Universitário), que é o órgão máximo da USP. A instituição irá continuar com a Fuvest, que é a tradicional prova de ingresso e também com a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como métodos de entrar no ensino superior.

Cada um dos cursos poderá fazer uma reserva de, no máximo, 30% de suas vagas para que os estudantes ingressem via Enem. A inclusão dos estudantes da rede pública será feita de maneira escalonada.


No ano de 2018, o objetivo é que 37% dos ingressantes em cada faculdade sejam de escolas públicas. Já no ano seguinte, o objetivo é que essa porcentagem seja de 40% em cada curso. Para 2020, a meta é de 45% em todos os cursos e também todas as turmas da instituição. E, por fim, no ano 2021, alcançar a meta de 50% em todos os cursos e turmas. No que se refere ao porcentual de 37% de PPI, sua definição é feita de acordo com a distribuição populacional por raça no Estado de São Paulo, que é medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essa distribuição de cotas será realizada entre Enem e Fuvest, isto é, as metas irão considerar as reservas de vagas feitas na soma das duas formas de ingressas na universidade. Por meio da nota do Enem, o estudante utiliza o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), na plataforma do Ministério da Educação que faz a reunião de vagas voltadas para o ensino superior público.

A primeira proposta da reitoria da USP não deixava fixa uma reserva de vagas específica para PPI. Essa questão foi muito criticada por docentes e alunos na reunião do Conselho Universitário.

Depois de anos de pressão tanto dentro e quanto fora da comunidade universitária, a Universidade de São Paulo é a última, entre as estaduais, que aderiu às cotas. A Unicamp fez a aprovação da reserva de vagas em maio de 2017 e a Unesp aprovou em 2013. No que se refere ao ensino superior federal, as cotas são utilizadas desde 2012.

Por Iris Gonçalves



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